ATIVIDADES ENSINO MÉDIO
1°
ANO
LITERATURA
TURMA: ( )
211 ( ) 212
ALUNO:
PROFESSORA
BIANCA
RESUMIR O TEXTO NO CADERNO DE LITERATURA
Denotação
Também chamada de linguagem denotativa ou literal, a denotação significa
o emprego da palavra em seu sentido original, próprio ou preciso, ou seja,
livre seu sentido metafórico. Veja alguns exemplos:
> Vamos jogar futebol.
> Eu quero almoçar agora.
> O viaduto estava congestionado.
A denotação é meramente informativa e, por isso, não explora os sentidos
colaterais das palavras. Essa linguagem também não visa gerar no leitor nenhum
tipo de emoção.
Conotação
A linguagem conotativa, ao contrário da denotação, busca produzir no
leitor algum tipo de emoção: riso, paixão, surpresa etc. Na conotação, as
palavras vêm investidas de seu sentido metafórico, exemplos:
> Vamos bater uma bolinha (para “vamos jogar futebol”).
> Ela é um anjo (para “ela é uma ótima pessoa”).
> Está chovendo canivetes (para “está chovendo muito”).
Sendo assim, podemos dizer que a conotação explora o valor semântico das
palavras – ou seja, os seus diversos sentidos possíveis – e o faz também por
meio de técnicas, em especial as figuras de linguagem.
“Cortar as asinhas”, metáfora,
aqui expressa em seu sentido literal. No sentido conotativo, significa algo
como “impor limites”.
Figuras de Linguagem ou Tropos
Um tropo (do grego “trópos”, ‘direção’, ‘giro’, do verbo “trépo”,
‘girar’) é uma figura de linguagem na qual há uma mudança de significado, seja
por meio de comparações, associação de ideias ou palavras. Tais alterações
seguem estilo e técnicas distintas, veja agora as principais delas.
METÁFORA: é uma das principais figuras de linguagem. Consiste em relacionar
um termo real com um imaginário, entre os quais existe uma relação de semelhança
ou analogia. Existem diferentes técnicas no uso da metáfora, perceba como uma
mesma metáfora pode ter efeitos diferentes seguindo cada uma delas:
- Metáfora
impura (ou simples): ocorre quando o elemento metafórico e o elemento real
estão presentes, o que possibilita a associação direta entre os dois
planos (o evocado e o real), exemplo:
“Amor é fogo que arde sem se ver,” (Luís de Camões) =>
amor = fogo
“Seus olhos são estrelas.” (olhos=estrelas)
- Metáfora
Pura: é a metáfora em que o termo real é omitido:
“As estrelas de sua face.” (Repare como “seus olhos”, termo comparativo
real, foi omitido.)
- Metáfora
Aposicional: é a metáfora ligada pela vírgula:
“Seus olhos, estrelas de sua face.”
- Metáfora
de Complemento Preposicional do Nome: é a metáfora relacionada por uma
preposição:
“Olhos de estrelas.”
- Metáfora
Negativa: é a metáfora baseada no uso de expressões negativas:
“Não são olhos, são estrelas.”
- Metáfora
Descritiva: é a metáfora apoiada na descrição do elemento real com outros,
imaginários:
Seus olhos (elemento real), estrelas (Imaginário), luzes (Imaginário),
distantes (Imaginário) …
- Metáfora
Continuada ou Superposta: é a metáfora que acumula e segmenta os elementos
imaginários:
Há fontes intermináveis em seus olhos, seus olhos são estrelas, as
estrelas são águas cristalinas, as águas jorram das fontes.
CATACRESE: etimologicamente, catacrese (do grego catáchresis), significa
erro. A catacrese consiste na mudança de um nome, fazendo-o representar, com
base na analogia, um objeto, ou uma parte do objeto, para os quais não existem
nomes ou adjetivos próprios. A catacrese aproxima-se da metáfora, e chega mesmo
a confundir-se com ela. Exemplos:
“mão de pilão”;
“perna de mesa”;
“costas da cadeira”
“perna de mesa”;
“costas da cadeira”
HIPÉRBOLE: é uma das figuras de linguagem caracterizadas como figura de
pensamento. Consiste em utilizar superlativos e termos exagerados, seja por
excesso ou defeito, tais como: “genial”, “fantástico”, “sublime”,
“amabilíssimo”, “paupérrimo”, “ignóbil”, etc.; ou mesmo fazer comparações
desproporcionais: “Forte como um touro”; “veloz como um foguete”. A
Hipérbole costuma ser associada à metáfora e a comparação:
“vontade de ferro” => vontade inabalável
Utilizando a Hipérbole, é possível gerar efeito irônico, exagerando de
maneira provocativa e crítica em relação a alguém. Ex:
“Choro rios de lágrimas pelo azar dos inimigos.”
“Estou morrendo de medo de sua ameaça.”
METONÍMIA: junto da metáfora, é uma das figuras de linguagem que mais
aparecem nas provas. Na metáfora, o transporte de sentido opera-se por meio de
uma semelhança ou analogia. Na metonímia (do grego metonymía = mudança de
nome), por sua vez, a transposição de sentido realiza-se através de uma relação
de contiguidade. Ou seja, é feita por vincular coisas que não são parecidas,
mas que podem relacionar-se por algum outro tipo de relação – causalidade,
procedência, interdependência, coexistência, implicação ou sucessão – como:
O autor pela sua obra:
http://carlosaraujoilustrador.blogspot.com/2016/06/metonimia.html
“ler Camões” => os livros de Luís de Camões.
“assistir Kubrick” => os filmes de Stanley Kubrick.
“assistir Kubrick” => os filmes de Stanley Kubrick.
O símbolo ou sinal pela coisa simbolizada:
“a espada, a cruz, os louros” => o exército, a religião cristã.
“a espada, a cruz, os louros” => o exército, a religião cristã.
“o altar e o trono” => a religião e o poder do rei.
A divindade em vez do domínio em que exerce as suas funções:
“amigo de Baco” => ‘amigo do vinho’
“gritos de Marte” => ‘gritos da Guerra’
O lugar de origem pelo produto, ou vice-versa:
“fumar um Havana” => ‘fumar um charuto’.
“Beba um Porto!” => ‘beba um vinho’
“Beba um Porto!” => ‘beba um vinho’
O específico pelo genérico e/ou o objetivo pelos meios:
“Não consegue ganhar o pão” => ‘não consegue arranjar um trabalho.’
“ganhar a vida” => ‘conseguir um meios de subsistência’.
O abstrato pelo concreto:
“o amor é egoísta” => ‘a pessoa que ama é egoísta’.
“A juventude é sonhadora” => ‘os jovens são sonhadores’.
“A juventude é sonhadora” => ‘os jovens são sonhadores’.
A matéria pela coisa:
“o aço” => ‘a espada’
“os bronzes” => ‘os sinos’.
“os bronzes” => ‘os sinos’.
O instrumento por aquele que o maneja:
“o baixo acompanhou a banda ” => ‘aquele que toca o contrabaixo’
“O melhor pincel da antiguidade” => ‘o melhor pintor da antiguidade’
“O melhor pincel da antiguidade” => ‘o melhor pintor da antiguidade’
O continente pelo conteúdo, ou vice-versa:
“o teatro aplaudiu o artista” => os espectadores aplaudiram o
artista;
“beber um copo” => beber o líquido contido num copo
“beber um copo” => beber o líquido contido num copo
O físico pelo moral:
“Ela é um grande coração.” => ‘é uma pessoa bondosa. ’
“Aquele homem é uma grande cabeça” => ‘ é muito inteligente. ‘
O invento pelo inventor:
“Encontrava-se num dédalo” => (a Dédalo se atribui a invenção do
labirinto) =>encontrava-se num labirinto.
Causa pelo efeito:
Sou alérgico a cigarro => o cigarro é a causa: a fumaça, o efeito. É
possível ter alergia à fumaça, mas não ao cigarro apagado.
SINÉDOQUE: é uma figura de linguagem que consiste em tomar a parte pelo todo
ou o todo pela parte. Exemplo:
“Não tinha um teto” => o teto então representa a casa inteira.
Seguindo esse princípio, a Sinédoque também pode designar:
A capital pelo governo do país: “Washington só está interessada no
petróleo do Iraque” => Washington= EUA
A vestimenta pela pessoa que o usa: “Um vestido vermelho atravessou o
salão ”
Marca pelo produto: Eu adoro um danone. =>Danone é a marca de um
iogurte, tão popular que é chega a nomear o próprio produto. O mesmo acontece,
por exemplo, com o cotonete, o Bombril e o Nescau.
A sinédoque é similar à metonímia (de certo modo, uma parte
dela) e, às vezes, considerada apenas uma variação desta.
PERÍFRASE: consiste em exprimir por meio de expressões ou frases completas o
que seria possível dizer-se numa só palavra, às vezes é tida como uma variante
da metonímia ou da metáfora, podendo surtir também o mesmo efeito do eufemismo:
“Espero a benção do salvador” => como é popularmente conhecido Jesus
Cristo.
“O Rei do Pop veio ao Brasil para gravar um videoclip.”
ANTONOMÁSIA: é uma figura compreendida como um tipo de metonímia, em
que há substituição do nome de um objeto, entidade, pessoa et., por outro nome,
perífrase, ou adjetivo, que faça alusão a uma característica conhecida e
capaz de identificar uma qualidade essencial ou conhecida do que ou de quem
nomeia: Exemplos:
Filho de Deus => Jesus Cristo
Dama de Ferro => Margareth Tatcher
Rei do Futebol => Pelé
IRONIA: figura que cuja finalidade é dar a entender o contrário do que se diz.
Costuma ser utilizada para zombar de alguém ou de alguma coisa, tecer uma
crítica, denúncia ou censura, muitas vezes agressiva. Costuma atrair marcas da
oralidade como ponto de exclamação e reticências. Exemplos:
“Meu marido é um santo. Só me traiu três vezes!”
“Ah claro, ele é muito sincero…”
EUFEMISMO: o eufemismo é uma figura que surge como forma de atenuar e
suavizar o caráter desagradável, horrível, penoso, grosseiro ou indecoroso, de
um julgamento, de uma notícia, opinião, etc. Poderá conter traços de ironia.
Exemplos:
“Entregar a alma ao criador.” (por ‘morrer’)
“Ele não roubou… Digamos que fez um pequeno desvio!”
DISFEMISMO: O Disfemismo é precisamente o contrário de eufemismo: em vez de se
atenuar uma dura realidade, opta-se por torná-la real ou mesmo cruel:
“Deixa em paz a criatura. Está começando a esta hora a apodrecer, não a
perturbemos.” (Eça de Queirós)
“Comer capim pela raiz.”
“Bater as botas.”
ALEGORIA: Forma de representação indireta em que se emprega uma coisa (ou
pessoa, animal, objeto, etc) ou mesmo uma pequena história como signo de outra
coisa ou situação exemplar. Produz assim uma virtualização do significado, ou
seja, sua expressão procura transmitir sentidos além do literal.
Na literatura clássica, o mito da caverna (narrado
na República de Platão, Livro VII) é um bom exemplo de alegoria.
O uso dos recursos que vimos nesta aula é bastante comum não apenas em
obras literárias, como também na linguagem corrente. A sua presença enriquece a
língua com formas diferentes de observar as coisas. O seu uso pode também agir
sobre a argumentação e exposição de temas e assuntos diversos.
FIGURAS DE LINGUAGEM
RESUMIR E COPIAR NO CADERNO!!
Figuras
de Linguagem
Figuras de Linguagem, também chamadas de figuras de estilo,
são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná-la
mais bonita.
Dependendo da sua função, elas são classificadas em:
·
Figuras de palavras ou semânticas: estão associadas ao
significado das palavras. Exemplos: metáfora, comparação, metonímia, catacrese,
sinestesia e perífrase.
·
Figuras de pensamento: trabalham com a combinação de ideias e
pensamentos. Exemplos: hipérbole, eufemismo, litote, ironia, personificação,
antítese, paradoxo, gradação e apóstrofe.
·
Figuras de sintaxe ou construção: interferem na
estrutura gramatical da frase. Exemplos: elipse, zeugma, hipérbato,
polissíndeto, assíndeto, anacoluto, pleonasmo, silepse e anáfora.
·
Figuras de som ou harmonia: estão associadas à sonoridade das
palavras. Exemplos: aliteração, paronomásia, assonância e onomatopeia.
Figuras de
Palavras
Metáfora
A metáfora representa uma
comparação de palavras com significados diferentes e cujo termo comparativo
fica subentendido na frase.
Exemplo: A vida é uma nuvem que
voa. (A vida é como uma nuvem que voa.)
Uso
da metáfora em "meu amor é uma caravana de rosas vagando num deserto
inefável"
Comparação
Chamada de comparação explícita, ao
contrário da metáfora, neste caso são utilizados conectivos de comparação
(como, assim, tal qual).
Exemplo: Seus olhos são como jabuticabas.
Uso
da comparação por meio do conectivo "como": "o amor é como uma
flor" e "o amor é como o motor do carro"
Metonímia
Exemplo: Costumava ler
Shakespeare. (Costumava ler as obras de Shakespeare.)
Uso
da metonímia que substitui o vocábulo boi por "cabeças de gado"
Catacrese
Exemplo: Embarcou há pouco no avião.
Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como não há um
termo específico para o avião, embarcar é o utilizado.
O
uso da expressão "bala perdida" é utilizada por não ter outra mais
específica
Sinestesia
Exemplo: Com aquele olhos frios, disse que não gostava
mais da namorada.
A frieza está associada ao tato e não à visão.
Na
tirinha, a expressão "olhar frio" é um exemplo de sinestesia
Perífrase
A perífrase, também chamada de antonomásia,
é a substituição de uma ou mais palavras por outra que a identifique.
Exemplo: O rugido do rei das selvas é ouvido a uma
distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é ouvido a uma
distância de 8 quilômetros.)
Na
charge acima, a "Terra da Garoa" substitui "cidade de São
Paulo"
Figuras de
Pensamento
Hipérbole
Exemplo: Quase morri de estudar.
A
expressão "morrendo de inveja" é uma hipérbole
Eufemismo
Exemplo: Entregou a alma a
Deus.
Acima, a frase informa a morte de alguém.
Na
charge acima, a explicação de fofoqueira é usada para suavizar o discurso
Litote
O litote representa uma forma de suavizar uma
ideia. Neste sentido, assemelha-se ao eufemismo, bem como é a oposição da
hipérbole.
Exemplo: — Não é que sejam más
companhias… — disse o filho à mãe.
Pelo discurso, percebemos que apesar de as suas companhias não
serem más, também não são boas.
No
exemplo acima, nota-se o uso do litote por meio da expressão "acho que
você deveria aperfeiçoar essa técnica"
Ironia
A ironia é a representação do contrário daquilo que se afirma.
Exemplo: É tão inteligente que não acerta nada.
Nota-se
o uso da ironia, uma vez que o personagem está zangado com a pessoa e utilizou
o termo "inteligente" de maneira irônica
Personificação
A personificação ou prosopopeia é a atribuição de
qualidades e sentimentos humanos aos seres irracionais.
Exemplo: O jardim olhava as crianças sem
dizer nada.
A
personificação é expressa na última parte do quadrinho onde o Zé Lelé afirma
que o espelho está olhando ele. Assim, utilizou-se uma caraterística dos seres
vivos (olhar) em um ser inanimado (o espelho).
Antítese
Exemplo: Toda guerra finaliza por onde
devia ter começado: a paz.
Uso
da antítese expressa pelos termos que têm sentidos opostos: positivo, negativo;
mal, bem; paz e guerra
Paradoxo
O paradoxo representa o uso
de ideias que têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como no caso da
antítese).
Exemplo: Estou cego de amor e vejo o quanto isso é
bom.
Como é possível alguém estar cego e ver?
Uso
do paradoxo pelas ideias com sentidos opostos realçada pelos termos que
explicam a "certeza": relativa e absoluta
Gradação
A gradação é a apresentação
de ideias que progridem de forma crescente (clímax) ou decrescente
(anticlímax).
Exemplo: Inicialmente calma, depois apenas controlada, até o ponto de
total nervosismo.
No exemplo acima, acompanhamos a progressão da tranquilidade até
o nervosismo.
Na
tirinha, o personagem foi explicando de forma crescente a ideia
Apóstrofe
Exemplo: Ó céus, é preciso chover mais?
Notamos
a ênfase na segunda parte da tirinha com o uso dos pontos de exclamação e
interrogação: "Ai meu Deus!!! Ele vai me matar" O que faço!? É o
fim!"
Figuras de
Sintaxe
Elipse
Exemplo: Tomara você me
entenda. (Tomara que você me entenda.)
Na
segunda imagem do quadrinho, notamos o uso da elipse: "depois (ele
começou) a comer sanduíches entre as refeições..."
Zeugma
Exemplo: Fiz a introdução, ele
a conclusão. (Fiz a introdução, ele fez a conclusão.)
A
zeugma é utilizada na segunda e terceira parte dos quadrinhos: "(você é)
um descongestionante nasal para o meu nariz"; (você é) um antiácido para
meu estômago!"
Hipérbato
Exemplo: São como uns anjos os
seus alunos. (Os seus alunos são como uns anjos.)
A
ordem direta do nosso hino é "Das margens plácidas do
Ipiranga ouviram um brado retumbante de um povo heroico"
Polissíndeto
Exemplo: As crianças
falavam e cantavam e riam felizes.
Uso
do polissíndeto pela repetição do conectivo "se for"
Assíndeto
Exemplo: Não sopra o vento; não
gemem as vagas; não murmuram os rios.
Anacoluto
Exemplo: Eu, parece que estou
ficando zonzo. (Parece que eu estou ficando zonzo.)
Pleonasmo
Pleonasmo é a repetição da
palavra ou da ideia contida nela para intensificar o significado.
Exemplo: A mim me parece que isso
está errado. (Parece-me que isto está errado.)
No
tirinha acima, o "saia para fora" é um pleonasmo, uma vez que o verbo
"sair" já significa "para fora"
Silepse
A silepse é a concordância
com o que se entende e não com o que está implícito. Ela é classificada em:
silepse de gênero, de número e de pessoa.
Exemplos:
·
Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero:
Vivemos na bonita e agitada cidade
de São Paulo.)
·
A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto. (silepse de número: A maioria dos
clientes ficou insatisfeita
com o produto.)
·
Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste caso concordância com
nós, em vez de eles: Todos terminaram os exercícios.)
Uso
da silepse de pessoa em "mais da metade da população mundial somos
crianças" e "as crianças, vamos ter o mundo nas mãos"
Anáfora
Exemplo: Se você sair, se você ficar, se você quiser
esperar. Se você “qualquer coisa”, eu estarei aqui sempre para você.
Uso
da anáfora pela repetição do termo "falta"
Figuras de Som
Aliteração
Exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma.
Uso
da aliteração em "O rato roeu a roupa do rei de Roma"
Paronomásia
Paronomásia é a repetição de palavras cujos sons
são parecidos.
Exemplo: O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a donzela.
(cavaleiro = homem que anda a cavalo, cavalheiro = homem gentil)
Uso
da paronomásia por meio dos termos que possuem sons parecidos:
"grama" e "grana"
Assonância
Exemplo:
"O que o vago e incógnito desejo
de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)
de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)
Na
tirinha acima, o uso da assonância é expresso pela repetição das vogais
"a" em: "massa", "salga", "amassa"
Onomatopeia
Onomatopeia é a inserção de palavras no discurso
que imitam sons.
Exemplo: Não aguento o tic-tac desse relógio.
No
primeiro e último quadrinho temos o uso da onomatopeia com "Bum, Bum,
Bum" e "Buááá...; Buááá...". O primeiro expressa o som do
tambor, e o segundo, o choro do cebolinha
Resumo das
Figuras de Linguagem
Confira na tabela abaixo o que diferencia cada uma das figuras
de linguagem, bem como cada um dos seus tipos.
Figuras de Palavras ou
semânticas
|
Figuras de Pensamento
|
Figuras de Sintaxe ou
construção
|
Figuras de Som ou harmonia
|
Produzem maior expressividade à
comunicação através das palavras.
|
Produzem maior expressividade à
comunicação através da combinação de ideias e pensamentos.
|
Produzem maior expressividade à comunicação
através da inversão, repetição ou omissão dos termos na construção das
frases.
|
Produzem maior expressividade à
comunicação através da sonoridade.
|
·
metáfora
·
comparação
·
metonímia
·
catacrese
·
sinestesia
·
perífrase ou antonomásia
|
·
hipérbole
·
eufemismo
·
litote
·
ironia
·
personificação ou prosopopeia
·
antítese
·
paradoxo ou oxímoro
·
gradação ou clímax
·
apóstrofe
|
·
elipse
·
pleonasmo
·
zeugma
·
hipérbato
·
silepse
·
polissíndeto
·
assíndeto
·
anacoluto
·
anáfora
|
·
aliteração
·
paronomásia
·
assonância
·
onomatopeia
|
Fonte: Toda Matéria
1. (UFPB)
I. "À custa de muitos trabalhos, de muitas fadigas, e sobretudo de
muita paciência..."
II. "... se se queria que estivesse sério, desatava a rir..."
III. "... parece que uma mola oculta o impelia..."
IV. "... e isto (...) dava em resultado a mais refinada má-criação que se pode imaginar."
II. "... se se queria que estivesse sério, desatava a rir..."
III. "... parece que uma mola oculta o impelia..."
IV. "... e isto (...) dava em resultado a mais refinada má-criação que se pode imaginar."
Quanto às figuras de linguagem, há neles, respectivamente,
a) gradação, antítese, comparação e hipérbole
b) hipérbole, paradoxo, metáfora e gradação
c) hipérbole, antítese, comparação e paradoxo
d) gradação, antítese, metáfora e hipérbole
e) gradação, paradoxo, comparação e hipérbole
b) hipérbole, paradoxo, metáfora e gradação
c) hipérbole, antítese, comparação e paradoxo
d) gradação, antítese, metáfora e hipérbole
e) gradação, paradoxo, comparação e hipérbole
Ver Resposta
2. (UFF)
TEXTO
Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas
formas, pode determinar a supressão de duas formas, pode determinar a supressão
de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de
uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o
princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra.
Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas
chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a
montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas
tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se
suficientemente e morrem de inanição
A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das
tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os
hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações
bélicas.
Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se,
pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou
vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que
virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
(ASSIS, Machado fr. Quincas Borba. Rio de Janeiro, Civilização
Brasileira/INL, 1976.)
Assinale dentre as alternativas abaixo, aquela em que o uso da vírgula
marca a supressão (elipse) do verbo:
a) Ao vencido, ódio ou compaixão, ao vencedor, as batatas.
b) A paz, nesse caso, é a destruição (…)
c) Daí a alegria da vitória, os hinos, as aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas.
d) (…) mas, rigorosamente, não há morte (…)
e) Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se (…)
b) A paz, nesse caso, é a destruição (…)
c) Daí a alegria da vitória, os hinos, as aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas.
d) (…) mas, rigorosamente, não há morte (…)
e) Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se (…)
Ver Resposta
3. (UFPA)
Tecendo a manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(MELO, João Cabral de. In: Poesias Completas. Rio de Janeiro, José
Olympio, 1979)
Nos versos
“E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo…”
tem-se exemplo de
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo…”
tem-se exemplo de
a) eufemismo
b) antítese
c) aliteração
d) silepse
e) sinestesia
b) antítese
c) aliteração
d) silepse
e) sinestesia
Ver Resposta
4. (FUVEST) A catacrese, figura que se
observa na frase “Montou o cavalo no burro bravo”, ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.
Ver Resposta
5. (FEI) Assinalar a alternativa
correta, com relação às figuras de linguagem, presentes nos fragmentos a
seguir:
I. “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro
viste.”
II. “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.”
III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.”
IV. “Isaac a vinte passos, divisando a vulto de um, para, ergue a mão em viseira, firma os olhos.”
II. “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.”
III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.”
IV. “Isaac a vinte passos, divisando a vulto de um, para, ergue a mão em viseira, firma os olhos.”
a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma
Ver Resposta
6. (USF-SP) Leia estes versos:
“As ondas amarguradas
Encostam a cabeça nas pedras do cais.
Até as ondas possuem
Uma pedra para descansar a cabeça.
Eu na verdade possuo
Todas as pedras que há no mundo,
Mas não descanso”.
Encostam a cabeça nas pedras do cais.
Até as ondas possuem
Uma pedra para descansar a cabeça.
Eu na verdade possuo
Todas as pedras que há no mundo,
Mas não descanso”.
(Murilo Mendes)
A figura de linguagem que ocorre nos versos 5 e 6 é:
a) metáfora
b) sinédoque
c) hipérbole
d) aliteração
e) anáfora
b) sinédoque
c) hipérbole
d) aliteração
e) anáfora
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7. (VUNESP) Na frase: "O pessoal
estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a figura de
linguagem chamada:
a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número
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8. (UFU) Cada frase abaixo possui uma
figura de linguagem. Assinale aquela que não está classificada corretamente:
a) O céu vai se tornando roxo e a cidade aos poucos agoniza.
(prosopopeia)
b) "E ele riu frouxamente um riso sem alegria". (pleonasmo)
c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora)
d) "Toda vida se tece de mil mortes." (antítese)
e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo)
b) "E ele riu frouxamente um riso sem alegria". (pleonasmo)
c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora)
d) "Toda vida se tece de mil mortes." (antítese)
e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo)
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9. (VUNESP) No trecho: “…dão um jeito
de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo”, a figura de linguagem
presente é chamada:
a) metáfora
b) hipérbole
c) hipérbato
d) anáfora
e) antítese
b) hipérbole
c) hipérbato
d) anáfora
e) antítese
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10. (FATEC) "Seus óculos eram
imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de
linguagem que há na frase acima:
a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes."
b) "Nasci na sala do 3° ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."
b) "Nasci na sala do 3° ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."
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11. (ENEM-2004)
Cidade grande
Que beleza, Montes Claros.
Como cresceu Montes Claros.
Quanta indústria em Montes Claros.
Montes Claros cresceu tanto,
ficou urbe tão notória,
prima-rica do Rio de Janeiro,
que já tem cinco favelas
por enquanto, e mais promete.
Como cresceu Montes Claros.
Quanta indústria em Montes Claros.
Montes Claros cresceu tanto,
ficou urbe tão notória,
prima-rica do Rio de Janeiro,
que já tem cinco favelas
por enquanto, e mais promete.
(Carlos Drummond de Andrade)
Entre os recursos expressivos empregados no texto, destaca-se a
a) metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem referir-se à própria
linguagem.
b) intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora outros textos.
c) ironia, que consiste em se dizer o contrário do que se pensa, com intenção crítica.
d) denotação, caracterizada pelo uso das palavras em seu sentido próprio e objetivo.
e) prosopopeia, que consiste em personificar coisas inanimadas, atribuindo-lhes vida.
b) intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora outros textos.
c) ironia, que consiste em se dizer o contrário do que se pensa, com intenção crítica.
d) denotação, caracterizada pelo uso das palavras em seu sentido próprio e objetivo.
e) prosopopeia, que consiste em personificar coisas inanimadas, atribuindo-lhes vida.
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12. (UFSC 2012) Leia os provérbios
(itens A e B) e a citação (item C) abaixo.
A. “A palavra é prata, o silêncio é ouro.”
B. “Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem.”
C. “Há coisas que melhor se dizem calando.” (Machado de Assis)
B. “Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem.”
C. “Há coisas que melhor se dizem calando.” (Machado de Assis)
Com base na leitura acima, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
1. Em cada um dos provérbios observa-se um paralelismo sintático, que
ajuda a conferir ritmo ao provérbio e favorece sua memorização.
2. No provérbio (A) ocorrem duas metáforas.
4. No provérbio (B) as orações “o que sabem” e “o que dizem” funcionam como adjetivos que caracterizam, respectivamente, os sábios e os tolos.
8. Tanto o item A quanto o item C funcionam como elogios à discrição.
16. A frase de Machado de Assis contém um pleonasmo, porque é um exagero dizer que se pode falar calado.
32. No provérbio (B) temos a figura de linguagem paradoxo, porque é absurdo que os sábios tenham que se calar para que os tolos falem.
2. No provérbio (A) ocorrem duas metáforas.
4. No provérbio (B) as orações “o que sabem” e “o que dizem” funcionam como adjetivos que caracterizam, respectivamente, os sábios e os tolos.
8. Tanto o item A quanto o item C funcionam como elogios à discrição.
16. A frase de Machado de Assis contém um pleonasmo, porque é um exagero dizer que se pode falar calado.
32. No provérbio (B) temos a figura de linguagem paradoxo, porque é absurdo que os sábios tenham que se calar para que os tolos falem.
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13. (FAU-Santos) Nos versos:
“Bomba atômica que aterra
Pomba atônita da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
Pomba atônita da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
A repetição de
determinados elemento fônicos é um recurso estilístico denominado:
a) hiperbibasmo
b) sinédoque
c) metonímia
d) aliteração
e) metáfora
b) sinédoque
c) metonímia
d) aliteração
e) metáfora
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14. (Mackenzie) Nos versos abaixo, uma
figura se ergue graças ao conflito de duas visões antagônicas:
“Saio do hotel com quatro olhos,
- Dois do presente,
- Dois do passado.”
- Dois do presente,
- Dois do passado.”
Esta figura de linguagem recebe o nome de:
a) metonímia
b) catacrese
c) hipérbole
d) antítese
e) hipérbato
b) catacrese
c) hipérbole
d) antítese
e) hipérbato
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15. (ITA) Em qual das opções há erro de
identificação das figuras?
a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono."
(eufemismo)
b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopeia)
c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número)
d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração)
e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia).
b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopeia)
c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número)
d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração)
e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia).
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16. (PUC-SP) Nos trechos: "...nem
um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas
estantes do major" e "...o essencial é achar-se as palavras que o
violão pede e deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras
de linguagem:
a) prosopopeia e hipérbole
b) hipérbole e metonímia
c) perífrase e hipérbole
d) metonímia e eufemismo
e) metonímia e prosopopeia.
b) hipérbole e metonímia
c) perífrase e hipérbole
d) metonímia e eufemismo
e) metonímia e prosopopeia.
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17. (CESGRANRIO) Na frase "O fio
da ideia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de gradação. Não
há gradação em:
a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou.
b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.
c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se.
e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.
b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.
c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se.
e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.
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18. (FUNCAB-ES) As figuras de linguagem
são usadas como recursos estilísticos para dar maior valor expressivo à
linguagem.
No seguinte trecho “Tu és a chuva e eu sou a terra [...]” predomina a
figura, denominada:
a) onomatopeia
b) hipérbole
c) metáfora
d) catacrese
e) sinestesia
b) hipérbole
c) metáfora
d) catacrese
e) sinestesia
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19. (Unicamp 2016)
Morro da Babilônia
À noite, do morro
descem vozes que criam o terror
(terror urbano, cinquenta por cento de cinema,
e o resto que veio de Luanda ou se perdeu na língua
Geral).
descem vozes que criam o terror
(terror urbano, cinquenta por cento de cinema,
e o resto que veio de Luanda ou se perdeu na língua
Geral).
Quando houve revolução, os soldados
espalharam no morro,
o quartel pegou fogo, eles não voltaram.
Alguns, chumbados, morreram.
O morro ficou mais encantado.
espalharam no morro,
o quartel pegou fogo, eles não voltaram.
Alguns, chumbados, morreram.
O morro ficou mais encantado.
Mas as vozes do morro
não são propriamente lúgubres.
Há mesmo um cavaquinho bem afinado
que domina os ruídos da pedra e da folhagem
e desce até nós, modesto e recreativo,
como uma gentileza do morro.
não são propriamente lúgubres.
Há mesmo um cavaquinho bem afinado
que domina os ruídos da pedra e da folhagem
e desce até nós, modesto e recreativo,
como uma gentileza do morro.
(Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. São Paulo: Companhia
das Letras, 2012, p.19.)
No poema “Morro da Babilônia”, de Carlos Drummond de Andrade,
a) a menção à cidade do Rio de Janeiro é feita de modo indireto,
metonimicamente, pela referência ao Morro da Babilônia.
b) o sentimento do mundo é representado pela percepção particular sobre a cidade do Rio de Janeiro, aludida pela metáfora do Morro da Babilônia.
c) o tratamento dado ao Morro da Babilônia assemelha-se ao que é dado a uma pessoa, o que caracteriza a figura de estilo denominada paronomásia.
d) a referência ao Morro da Babilônia produz, no percurso figurativo do poema, um oxímoro: a relação entre terror e gentileza no espaço urbano.
b) o sentimento do mundo é representado pela percepção particular sobre a cidade do Rio de Janeiro, aludida pela metáfora do Morro da Babilônia.
c) o tratamento dado ao Morro da Babilônia assemelha-se ao que é dado a uma pessoa, o que caracteriza a figura de estilo denominada paronomásia.
d) a referência ao Morro da Babilônia produz, no percurso figurativo do poema, um oxímoro: a relação entre terror e gentileza no espaço urbano.
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20. (Insper 2013)
POÇAS D’ÁGUA
As poças d´água são um mundo mágico
Um céu quebrado no chão
Onde em vez de tristes estrelas
Brilham os letreiros de gás Néon.
Um céu quebrado no chão
Onde em vez de tristes estrelas
Brilham os letreiros de gás Néon.
(Mario Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo, Globo, 1994.)
Levando-se em conta o texto como um todo, é correto afirmar que a
metáfora presente no primeiro verso se justifica porque as poças
a) estimulam a imaginação.
b) permitem ver as estrelas.
c) são iluminadas pelo Néon.
d) se opõem à tristeza das estrelas.
e) revelam a realidade como espelhos.
b) permitem ver as estrelas.
c) são iluminadas pelo Néon.
d) se opõem à tristeza das estrelas.
e) revelam a realidade como espelhos.
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21. (IFPE-2016) Responda à questão com
base na tirinha abaixo.

O humor da tirinha foi conferido, sobretudo, pela não compreensão por
parte da personagem Chico Bento da figura de linguagem utilizada por seu
interlocutor. A essa referida figura de linguagem dá-se o nome de
a) anáfora
b) metonímia
c) perífrase
d) hipérbole
e) aliteração
b) metonímia
c) perífrase
d) hipérbole
e) aliteração
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22. (UERJ-2014)
A namorada
Havia um muro alto entre nossas casas.
1Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
2O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da
goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
1Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
2O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da
goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
(Manoel de Barros
Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.)
Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.)
O pai era uma onça (ref. 2). Nesse verso, a palavra onça está empregada
em um sentido que se define como:
a) enfático
b) antitético
c) metafórico
d) metonímico
b) antitético
c) metafórico
d) metonímico
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23. (FGV-2001) Assinale a alternativa
que indica a correta sequência das figuras encontradas nas frases abaixo.
O bom rapaz buscava, no fim do dia, negociar com os traficantes de
drogas.
Naquele dia, o presidente entregou a alma a Deus.
Os operários sofriam, naquela mina, pelo frio em julho e pelo calor em dezembro.
A população deste bairro corre grande risco de ser soterrada por esta montanha de lixo.
A neve convidava os turistas que, receosos, a olhavam de longe.
Naquele dia, o presidente entregou a alma a Deus.
Os operários sofriam, naquela mina, pelo frio em julho e pelo calor em dezembro.
A população deste bairro corre grande risco de ser soterrada por esta montanha de lixo.
A neve convidava os turistas que, receosos, a olhavam de longe.
a) Ironia, eufemismo, antítese, hipérbole, prosopopeia
b) Reticências, retificação, gradação, apóstrofe, ironia
c) Antítese, hipérbole, personificação, ironia, eufemismo
d) Gradação, apóstrofe, personificação, reticências, retificação
e) Ironia, eufemismo, antítese, apóstrofe, gradação
b) Reticências, retificação, gradação, apóstrofe, ironia
c) Antítese, hipérbole, personificação, ironia, eufemismo
d) Gradação, apóstrofe, personificação, reticências, retificação
e) Ironia, eufemismo, antítese, apóstrofe, gradação
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24. (PUC-SP-2007) Em uma grande
concessionária de São Paulo leu-se a seguinte chamada: “Queima total de
seminovos”. A mesma estratégia foi utilizada em uma chamada de um grande
hipermercado, em que se podia ler: “Grande queima de colchões”. Acerca dos
sentidos criados por essas chamadas, é apropriado afirmar que
a) em ambas há uma utilização da linguagem em seu sentido estritamente
literal.
b) apenas em uma delas a linguagem foi utilizada em seu sentido estritamente literal.
c) em ambas o sentido é metafórico e é apreendido pela associação com o contexto.
d) em ambas o sentido é metafórico e é apreendido apenas pelas regras gramaticais.
e) em ambas o sentido é metafórico e não pode ser apreendido porque é incoerente.
b) apenas em uma delas a linguagem foi utilizada em seu sentido estritamente literal.
c) em ambas o sentido é metafórico e é apreendido pela associação com o contexto.
d) em ambas o sentido é metafórico e é apreendido apenas pelas regras gramaticais.
e) em ambas o sentido é metafórico e não pode ser apreendido porque é incoerente.
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25. (Vunesp-Ilha Solteira-2001)
Texto 1 Gregório de Matos
Goza, goza da flor da mocidade,
que o tempo trata a toda ligeireza
e imprime em toda flor a sua pisada.
que o tempo trata a toda ligeireza
e imprime em toda flor a sua pisada.
Ó não aguardes, que a madura idade
te converta essa flor, essa beleza,
em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
te converta essa flor, essa beleza,
em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
Texto 2 Basílio da Gama
Pois se sabes que a tua formosura
Por força há de sofrer da idade os danos,
Por que me negas hoje esta ventura?
Por força há de sofrer da idade os danos,
Por que me negas hoje esta ventura?
Guarda para seu tempo os desenganos,
Gozemo-nos agora, enquanto dura,
Já que dura tão pouco a flor dos anos.
Gozemo-nos agora, enquanto dura,
Já que dura tão pouco a flor dos anos.
A expressão latina carpe diem, que significa “aproveite o
dia (presente)”, foi uma constante nos dois períodos literários representados
pelos poemas de Gregório de Matos e Basílio da Gama.
a) Transcreva, de cada um dos poemas, um verso em que a ideia do carpe
diem esteja explicitamente apresentada.
b) Que metáfora é comum aos dois poemas?
b) Que metáfora é comum aos dois poemas?
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