ATIVIDADES ENSINO FUNDAMENTAL I
5°
ANO
PRODUÇÕES INTERATIVAS
PROFESSORA BIANCA
PROFESSORA REGENTE CARLA COUTINHO
TURNO MANHÃ
TURMA:
ALUNO:
Gêneros textuais
Os gêneros textuais cumprem uma importante função
social quando o assunto é comunicação. Embora sejam muitos, apresentam
peculiaridades que nos permitem identificá-los.
Você
já se deu conta da infinidade de situações comunicacionais às quais somos
expostos ao longo de nossa vida? Nem precisa tanto, pois durante um único dia podemos
estar envolvidos em diferentes contextos e ambientes que exigem de nós um
comportamento linguístico específico. A linguagem é um dos mais eficientes
meios de comunicação, pois ela nos permite interagir com pessoas, assim como
alterar nosso discurso de acordo com as necessidades do momento.
Dessa
constante necessidade que o ser humano tem de interagir e comunicar-se com o
outro, surgiram os gêneros textuais. Os gêneros textuais não podem ser
numerados, visto que variam muito e adaptam-se às necessidades dos falantes.
Mesmo que não possamos contá-los, é possível observar que eles possuem
peculiaridades que nos permitem identificá-los e reconhecê-los entre tantos
outros gêneros. Entre as características dos gêneros textuais estão a
apresentação de tipos estáveis de enunciados, além de estruturas e conteúdos
temáticos que facilitam sua definição.
Veja
agora alguns exemplos de gêneros textuais:
·
Artigo
·
Crônica
·
Conto
·
Reportagem
·
Notícia
·
E-mail
·
Carta
·
Relatório
|
·
Resumo
·
Resenha
·
Biografia
·
Diário
·
Fábula
·
Ofício
·
Poema
·
Piada
|
Embora sejam incontáveis, dadas às diversas situações comunicacionais, os gêneros textuais apresentam peculiaridades que permitem sua identificação.
Diferentemente dos tipos
textuais, que apresentam uma estrutura bem
definida, além de um número limitado de possibilidades (podem variar entre
cinco e nove tipos), os gêneros textuais são diversos e cumprem uma função
social específica. Além disso, os gêneros podem sofrer modificações ao longo do
tempo, embora muitas vezes preservem características preponderantes. Como
exemplo dessa “evolução”, temos a carta, que depois do advento da tecnologia foi transformada
no e-mail, meio de comunicação que substituiu o papel, a
caneta e a necessidade de postagem pelos correios, visto que pode ser recebido
instantaneamente pelo destinatário. Contudo, alguns elementos linguísticos
foram preservados, como as saudações, o remetente e, claro, o destinatário.
Os
gêneros são utilizados todas as vezes que os falantes estão inseridos em alguma
situação comunicativa. Ainda que inconscientemente, selecionamos um gênero que
melhor se adapta àquilo que desejamos transmitir aos nossos interlocutores,
sempre com a intenção de sobre ele obter algum efeito. Seja no bilhetinho
deixado na porta da geladeira, seja nas postagens feitas nas redes sociais ou
até mesmo nas piadas que contamos para os nossos amigos, os gêneros estão lá,
trabalhando a serviço da comunicação e da linguagem.

O verde
Estranha é a cabeça das pessoas.
Uma vez, em São Paulo, morei numa rua que era dominada por uma árvore incrível. Na época da floração, ela enchia a calçada de cores. Para usar um lugar-comum, ficava sobre o passeio um verdadeiro tapete de flores; esquecíamos o cinza que nos envolvia e vinha do asfalto, do concreto, do cimento, os elementos característicos desta cidade. Percebi certo dia que a árvore começava a morrer. Secava lentamente, até que amanheceu inerte, sem folha. É um ciclo, ela renascerá, comentávamos no bar ou na padaria. Não voltou. Pedi ao Instituto Botânico que analisasse a árvore, e o técnico concluiu: fora envenenada. Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as manhãs estava ao pé da árvore com um regador. Cheios de suspeitas, fomos até ela, indagamos, e ela respondeu com calma, os olhos brilhando, agressivos e irritados:
— Matei mesmo essa maldita árvore.
— Por quê?
— Porque na época da flor ela sujava minha calçada, eu vivia varrendo essas flores desgraçadas.
Exercícios:
1) Por que, no começo do texto, o narrador afirma que "Estranha é a cabeça das pessoas.".
Respostas
Estranha é a cabeça das pessoas.
Uma vez, em São Paulo, morei numa rua que era dominada por uma árvore incrível. Na época da floração, ela enchia a calçada de cores. Para usar um lugar-comum, ficava sobre o passeio um verdadeiro tapete de flores; esquecíamos o cinza que nos envolvia e vinha do asfalto, do concreto, do cimento, os elementos característicos desta cidade. Percebi certo dia que a árvore começava a morrer. Secava lentamente, até que amanheceu inerte, sem folha. É um ciclo, ela renascerá, comentávamos no bar ou na padaria. Não voltou. Pedi ao Instituto Botânico que analisasse a árvore, e o técnico concluiu: fora envenenada. Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as manhãs estava ao pé da árvore com um regador. Cheios de suspeitas, fomos até ela, indagamos, e ela respondeu com calma, os olhos brilhando, agressivos e irritados:
— Matei mesmo essa maldita árvore.
— Por quê?
— Porque na época da flor ela sujava minha calçada, eu vivia varrendo essas flores desgraçadas.
Exercícios:
1) Por que, no começo do texto, o narrador afirma que "Estranha é a cabeça das pessoas.".
Respostas
2) Observe a frase: "Na época da floração, ela enchia a calçada de cores." (2º parágrafo).
a) Qual é a época da floração?
b) O que significa a expressão "enchia a calçada de cores"?
3) Observe a frase: [...] esquecíamos o cinza que nos envolvia [...]" (2º parágrafo). Que cinza era esse ao qual o autor se referia?
4) Por que a árvore parou de florescer? Respostas
5) Releia atentamente a seguinte frase e responda às questões:
"Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as manhãs estava ao pé da árvore com um regador." (2º parágrafo).
a) Qual é a primeira impressão que temos ao ler que a vizinha regava a árvore todos os dias?
b) Essa impressão se confirma no final do texto? Por quê?
Respostas
6) Por qual motivo a árvore foi morta?
Respostas
7) Identifique, no texto , os elementos da narrativa abaixo:
a) Narrador:
b) Espaço:
c) Enredo:
d) Clímax:
e) Desfecho:
Respostas
Fonte: http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br/
Estrutura da
narrativa
Diferente da dissertação, a narrativa é um texto que trata
de acontecimentos e ações
realizadas por personagens fictícios ou reais. Na Literatura,
ela aparece principalmente em romances, novelas, fábulas, contos e crônicas. Ela também é a base de muitas peças
de teatro e dos filmes produzidos pelo cinema.
Mas, para que o leitor ou ouvinte se sinta atraído e até mesmo
entenda toda a situação, ela precisa ter uma estrutura e elementos
essenciais ao desenvolvimento da história.
A narrativa começa com a introdução, que é seguida pelo
desenvolvimento e o clímax. Finalmente, a história termina com uma conclusão ou desfecho,
que coloca um ponto final nas aventuras do personagem e nas expectativas do
leitor. Vamos falar de cada uma delas a seguir.
Introdução
É a parte do texto que apresenta as personagens e mostra ao leitor
onde elas se localizam em relação ao tempo e espaço.
Desenvolvimento
Nesse trecho, o autor conta as ações da personagem. A ideia é
formar uma trama com os acontecimentos, mostrar a ocorrência de um problema ou complicação com
objetivo de criar algum tipo de suspense que vai conduzir ao clímax da
história.
Conclusão
Trata-se do final da história. Na maioria das vezes, os autores
concluem encerrando a trama com um
desfecho favorável ou não para o problema.
No entanto, essa é apenas uma forma de fazer a conclusão. A
criatividade pode levar a outros caminhos e até mesmo criar um suspense ainda
maior.
Elementos da
narrativa
Depois de conhecer essa estrutura, é importante entender quais são os elementos que
não podem faltar em uma narrativa.
Enredo
O enredo é um elemento fundamental para a narrativa. Trata-se do
conjunto de fatos que acontecem, ligados entre si, e que contam as ações dos
personagens. Ele é dividido em algumas partes:
·
Situação inicial: é
quando o autor apresenta os personagens e mostra o tempo e o espaço em que
estão inseridos, geralmente logo na introdução;
·
Estabelecimento de um conflito: um
acontecimento é responsável por modificar a situação inicial dos personagens,
exigindo algum tipo de ação;
·
Desenvolvimento: ao
longo desta seção, o autor conta o que os personagens fizeram para tentar
solucionar o conflito;
·
Clímax: depois
de diversas ações dos personagens, a narrativa é levada a um ponto de alta
tensão ou emoção, uma espécie de “encruzilhada literária” que exige uma decisão
ou desfecho;
·
Desfecho: é
a parte da narrativa que mostra a solução para o conflito.
Espaço
Espaço é o
lugar em que a narrativa acontece. Ele é importante não só para
situar o leitor quanto ao local, mas principalmente porque contribui para a
elaboração dos personagens.
Afinal, o espaço onde as pessoas (mesmo que fictícias) vivem
interfere na sua aparência, vestimenta, costumes, oportunidades, atividades e
até mesmo sua personalidade.
Tempo
O tempo da narrativa diz respeito ao desencadear das ações,
e pode ser dividido em:
Cronológico
Está relacionado a passagem
das horas, dos dias, meses, anos etc.
Psicológico
Está relacionado às lembranças
da personagem e aos sentimentos vivenciados por ele.
Assim como espaço, ele é muito importante para definir
características das personagens, principalmente as psicológicas. Afinal,
pessoas que vivem em épocas diferentes costumam ter visões de mundo, atitudes,
pensamentos e situações também diferentes.
Ação
Envolve tudo que as personagens fazem na narrativa. Inclui não só os movimentos,
mas também aquilo que falam
e pensam no decorrer da história.
Tipos de narrador
Sempre que existe uma narrativa, a história é contada por alguém.
Esse é o papel do narrador. Ele pode relatar os fatos a partir de perspectivas diferentes,
o que pode transformá-lo em um personagem, um observador ou um ser onisciente.
Entenda as diferenças:
Narrador personagem
Neste caso, o
narrador participa da história, e por isso o texto é escrito em
primeira pessoa do singular ou plural (eu, nós).
Narrador observador
Também existe a possibilidade de o narrador não participar da
história. Ele observa a situação de fora, o que faz o texto ser
escrito em terceira pessoa (ele, ela, eles, elas).
Narrador onisciente
É aquele que sabe de todos os fatos, mesmo que não participe da
história. Sua compreensão costuma ir além dos acontecimentos. Ele consegue narrar até mesmo os
pensamentos e sentimentos dos personagens, como se tivesse um
conhecimento sobrenatural.
Pelo falo desse narrador conhecer muito os personagens, bem como
seus pensamentos, sentimentos, ideias, atitudes, etc, ele pode opinar sobre tais
comportamentos ao longo da narrativa.
Tipos de
personagens
Finalmente, vamos falar das estrelas da narrativa: os personagens. São os seres reais ou fictícios que
participam da história. Como a Literatura é criativa, pode ser uma pessoa, um
animal, um ser mitológico ou fantástico, um objeto personificado ou até mesmo
um sentimento.
Os personagens podem
ser divididos entre:
·
Protagonistas:
são destaques da narrativa, ocupam o lugar principal da história;
·
Antagonistas: são
os adversários dos protagonistas, aqueles que vão criar ou alimentar o
conflito, dificultando a vida dos principais;
·
Secundários:
são personagens menos importantes na história, mas que de alguma forma
contribuem para a sequência de fatos do enredo.
Exemplos de
elementos da narrativa
Se você acha difícil entender o conceito e as diferenças, basta
pensar no enredo de um filme ou novela conhecidos. Apenas como exemplo, pense
na seguinte possibilidade:
·
Um rapaz e sua namorada estão apaixonados (situação inicial);
·
Um dia, ela desaparece e todas as evidências apontam para ele (conflito);
·
Ele precisa fugir da polícia e começa a investigar o
desaparecimento por conta própria, coletando provas de que houve uma armação (desenvolvimento);
·
Ele confronta o verdadeiro vilão em um encontro eletrizante (clímax);
·
O rapaz consegue provar sua inocência e recuperar a namorada
mantida em cativeiro (desfecho).
Parece dramático? Pois esse é um enredo básico. Aliás, um ótimo
exercício é começar a analisar
alguns dos últimos filmes que assistiu e identificar essas etapas da narrativa.
Ainda podemos destacar que nesse caso, teríamos vários
personagens: o rapaz, a namorada (protagonistas), o vilão (antagonista) e
outros secundários (policiais, familiares, amigos etc).
Entre as ações, podemos destacar a fuga, a investigação, os
perigos que ele tenha passado, os diálogos e até mesmo os pensamentos de todos
os envolvidos.
O espaço e tempo ficam por conta da sua
imaginação: a história pode se passar tanto na Inglaterra do século XVII quanto
no Rio de Janeiro do século XXI, mas isso alteraria uma série de situações.
Elementos da narrativa:
O gênero
narrativo é extremamente importante, tanto para a
Literatura quanto para o cinema. Por isso, compreendê-lo é essencial para se
preparar para o Enem e outros vestibulares. Veja um exemplo:
(UNIFENAS)
Com base no texto abaixo, indique a alternativa cujo elemento
estruturador da narrativa não foi interposto no episódio:
“Porque não quis pagar uma garrafa de cerveja, Pedro da Silva,
pedreiro, de trinta anos, residente na rua Xavier, 25, Penha, matou ontem em
Vigário Geral, o seu colega Joaquim de Oliveira.”
a) Lugar
b) Época
c) Personagens
d) Fato
e) Modo
(UFV) Considere o texto:
“O incidente que se vai narrar, e de que Antares foi teatro na
sexta-feira 13 de dezembro do ano de 1963, tornou essa localidade conhecida e
de certo modo famosa da noite para o dia. (…) Bem, mas não convém antecipar
fatos nem ditos. Melhor será contar primeiro, de maneira tão sucinta e
imparcial quanto possível, a história de Antares e de seus habitantes, para que
se possa ter uma ideia mais clara do palco, do cenário e principalmente da
personagens principais, bem como da comparsaria, desse drama talvez inédito nos
anais da espécie humana.” (Érico Veríssimo)
Assinale a alternativa que evidencia o papel do narrador no
fragmento acima:
a) O narrador tem senso prático, utilitário e quer transmitir
uma experiência pessoal.
b) É um narrador introspectivo, que relata experiências que aconteceram no passado, em 1963.
c) Em atitude semelhante à de um jornalista ou de um espectador, escreve para narrar o que aconteceu com x ou y em tal lugar ou tal hora.
d) Fala de maneira exemplar ao leitor, porque considera sua visão a mais correta.
e) É um narrador neutro, que não deixa o leitor perceber sua presença.
b) É um narrador introspectivo, que relata experiências que aconteceram no passado, em 1963.
c) Em atitude semelhante à de um jornalista ou de um espectador, escreve para narrar o que aconteceu com x ou y em tal lugar ou tal hora.
d) Fala de maneira exemplar ao leitor, porque considera sua visão a mais correta.
e) É um narrador neutro, que não deixa o leitor perceber sua presença.
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