E.E.E. Médio Elpídio Ferreira Paes
8ºAno
-(1º
trim) – Profª Liliana
Nome:
..............................................................
Turma:............nº..........
Oração
sem nome
O
autor desse poema, quem o sabe? Foi encontrado em pleno campo de batalha, no
bolso de um soldado americano desconhecido; do rapaz estraçalhado por uma
granada, restava apenas intacta esta folha de papel.
Escuta,
Deus:
jamais falei contigo.
Hoje quero saudar-te. Bom dia! Como vais?
Sabes? Disseram-me que tu não existes,
e eu, tolo, acreditei que era verdade.
Nunca havia reparado a tua obra.
Ontem à noite, da trincheira rasgada por granadas,
vi teu céu estrelado
e compreendi então que me enganaram.
Não sei se apertarás a minha mão.
Vou te explicar e hás de compreender.
É engraçado: neste inferno hediondo
achei a luz para enxergar o teu rosto.
Dito isto, já não tenho muita coisa a te contar:
só que… que… tenho muito prazer em conhecer-te.
Faremos um ataque à meia-noite.
Não sinto medo.
Deus, sei que tu velas…
Há! É o clarim! Bom Deus, devo ir embora.
Gostei de ti… vou ter saudade… Quero dizer:
será cruenta a luta, bem o sabes,
e esta noite pode ser que eu vá bater-te à porta!
Muito amigos não fomos, é verdade.
Mas… sim, estou chorando!
Vês, Deus, penso que já não sou tão mau.
Bem, Deus, tenho de ir.
Sorte é coisa bem rara.
Juro, porém: já não receio a morte.
jamais falei contigo.
Hoje quero saudar-te. Bom dia! Como vais?
Sabes? Disseram-me que tu não existes,
e eu, tolo, acreditei que era verdade.
Nunca havia reparado a tua obra.
Ontem à noite, da trincheira rasgada por granadas,
vi teu céu estrelado
e compreendi então que me enganaram.
Não sei se apertarás a minha mão.
Vou te explicar e hás de compreender.
É engraçado: neste inferno hediondo
achei a luz para enxergar o teu rosto.
Dito isto, já não tenho muita coisa a te contar:
só que… que… tenho muito prazer em conhecer-te.
Faremos um ataque à meia-noite.
Não sinto medo.
Deus, sei que tu velas…
Há! É o clarim! Bom Deus, devo ir embora.
Gostei de ti… vou ter saudade… Quero dizer:
será cruenta a luta, bem o sabes,
e esta noite pode ser que eu vá bater-te à porta!
Muito amigos não fomos, é verdade.
Mas… sim, estou chorando!
Vês, Deus, penso que já não sou tão mau.
Bem, Deus, tenho de ir.
Sorte é coisa bem rara.
Juro, porém: já não receio a morte.
(Rose
Marie Muraro e Frei Raimundo Cintra, As mais belas orações de todos os
tempos)
1. O tratamento com que o jovem soldado se
dirigiu a Deus foi um tratamento:
a) familiar
b) irreverente
c) reverencial
d) cerimonioso
a) familiar
b) irreverente
c) reverencial
d) cerimonioso
2. Antes da guerra, para o jovem, Deus
simplesmente:
a) estava afastado
b) não era considerado um amigo
c) não existia
d) não atendia às suas orações
a) estava afastado
b) não era considerado um amigo
c) não existia
d) não atendia às suas orações
3. A frase que está de acordo com a questão
anterior é:
a) “Escuta, Deus”
b) “Disseram-me que tu não existes… e eu, tolo, acreditei”
c) “Muito amigos não fomos”
d) “…vi teu céu estrelado”
b) “Disseram-me que tu não existes… e eu, tolo, acreditei”
c) “Muito amigos não fomos”
d) “…vi teu céu estrelado”
4. A descoberta de Deus pelo soldado
americano veio através:
a) da luta cruenta
b) do soar do clarim
c) da trincheira rasgada por granadas
d) do céu estrelado
b) do soar do clarim
c) da trincheira rasgada por granadas
d) do céu estrelado
5. O pressentimento da morte aparece numa das
expressões do soldado. Que expressão mostra essa possibilidade?
a) “Muito amigos não fomos, é verdade”
b) “…e esta noite pode ser que eu vá bater-te à porta”
c) “Bem, Deus, tenho de ir”
d) “…será cruenta a luta”
b) “…e esta noite pode ser que eu vá bater-te à porta”
c) “Bem, Deus, tenho de ir”
d) “…será cruenta a luta”
6. “Não sinto medo”. Essa frase pode ser
resumida em apenas uma palavra:
a) coragem
b) otimismo
c) ilusão
d) temor
b) otimismo
c) ilusão
d) temor
7. A expressão que melhor traduz o ambiente
de guerra é:
a) “Achei a luz…”
b) “…será cruenta a luta”
c) “… inferno hediondo”
d) “Deus, sei que tu velas…”
b) “…será cruenta a luta”
c) “… inferno hediondo”
d) “Deus, sei que tu velas…”
8. O encontro com Deus despertou no jovem
soldado uma visão de seu mundo interior. Dessa visão, ele concluiu que:
a) “Sorte é coisa bem rara”
b) “… tenho muito prazer em conhecer-te”
c) “Muito amigos não fomos, é verdade”
d) “… já não sou tão mau”
b) “… tenho muito prazer em conhecer-te”
c) “Muito amigos não fomos, é verdade”
d) “… já não sou tão mau”
9. A frase que revela a comoção e o
arrependimento do jovem é:
a) “Bom dia!”
b) “Gostei de ti…”
c) “Mas… sim, estou chorando!”
d) “…vou ter saudade”
b) “Gostei de ti…”
c) “Mas… sim, estou chorando!”
d) “…vou ter saudade”
10. A alternativa INCORRETA a respeito do texto
é:
a) O soldado anônimo, em sua análise existencial,
confronta conceitos que antes julgava estarem certos.
b) Por se tratar de um texto poético, há o emprego da
linguagem conotativa, como no uso da expressão “inferno hediondo”, para se
referir ao cenário da guerra.
c) A palavra oração, presente no
título, justifica-se devido ao diálogo proposto pelo jovem com Deus.
d) Caso fosse suprimida a introdução precedente ao poema,
a interpretação não seria prejudicada, uma vez que inexistem informações importantes
no trecho.
(Responder no caderno de Religião ou na folha)
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