Português – Professora Liliana
8º Ano – 181
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Turma: ...................
O que eu trouxe na bagagem
Já estava chegando o final do ano e a gente
teria que voltar para o Brasil. Não seria fácil dizer adeus aos meus novos
amigos, principalmente à Suzana.
As
despedidas começaram um mês antes do nosso retorno ao Brasil. A Suzana e a mãe
dela foram jantar em casa e eu resolvi fazer uma surpresa. Pedi ajuda à Maria:
-
Maria, você me ajuda a fazer um prato brasileiro chamado xinxim de galinha?
- Se
você souber a receita, eu ajudo.
- Eu peguei na internet, mas não sei se vai
dar certo...
A
Maria concordou e fomos juntas para a cozinha. A receita incluía camarões,
galinha, sal, pimenta, vinagre, azeite-de-dendê, cheiro-verde e coentro. A
Maria logo pegou o espírito do xinxim. Na verdade, ela parecia uma verdadeira
quituteira baiana.
O
jantar foi maravilhoso! A mãe da Suzana percebeu que escolhi um prato
brasileiro que lembrava a moamba de galinha, que eu havia comido na casa dela.
Ela comentou:
-
Esse prato mostra a união de todos os angolanos e brasileiros, no passado e no
presente! Um brinde a essa união.
[...]
Na
chegada ao Rio de Janeiro, fomos recebidos pelo meu pai e pela minha avó.
[...]
No primeiro dia de aula, fui o centro das
atenções. Todos queriam saber das novidades da África, inclusive a professora:
-
Conte para a gente como foi sua experiência na África, Bia.
Eu
falei meio tímida:
-Na verdade, percebi que há várias áfricas. Eu conheci apenas algumas
delas. No Egito, vi as pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conheci os
animais selvagens e as lutas contra os ingleses.
-
E de Angola, o que você achou? – a professora perguntou.
Respondi
decidida:
- Em Angola, eu encontrei algumas das raízes
do Brasil e dos meus antepassados, que vieram como escravos para nosso país.
Conheci um pouco da língua, da religião, das danças e dos alimentos que eles
trouxeram para cá.
Depois
de falar isso, entendi o que havia levado minha mãe a querer viver na África. E
senti orgulho, muito orgulho de ser negra, descendente de africanos. Um orgulho
que nunca havia sentido antes..
(DREGUER, Ricardo. Bia na
África. Editora Moderna, São Paulo, 2007. Fragmento adaptado)
1. moambaà prato típico da culinária angolana.
2. quituteiraà mulher que prepara comida.
3. xinximà prato típico da culinária baiana.
Marque com um (X) a alternativa correta:
“ - Em Angola, eu
encontrei algumas das raízes do Brasil e dos meus antepassados, que
vieram como escravos para nosso país. Conheci um pouco da língua, da religião,
das danças e dos alimentos que eles trouxeram para cá.”
1. A palavra raízes destacada,
no trecho acima, refere-se às/aos
(A) plantas medicinais
encontradas no Brasil.
(B) elementos culturais
que lembravam a origem de Bia.
(C) vegetais de várias
espécies existentes tanto em Angola quanto no Brasil.
(D) alimentos que existem
apenas no continente africano.
(E) cidadãos que são
consultados quando aparecem pessoas de outras nacionalidades.
2. A explicação para a
expressão um pouco, do trecho citado, significa que houve
(A) menos domínio da língua e da religião,
porém mais domínio das danças e dos alimentos.
(B) mais domínio da língua,
porém menos domínio das danças, da religião e dos alimentos.
(C) profundo conhecimento dos alimentos, das
danças, da religião e da língua.
(D) conhecimento razoável
da língua, das danças, da religião e dos alimentos.
(E) domínio superficial da
língua, porém domínio satisfatório das danças, da religião e dos alimentos.
3. Sobre o trecho: “- Na verdade, percebi que há várias
áfricas. Eu conheci apenas algumas delas. No Egito, vi as
pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conheci os animais selvagens
e as lutas contra os ingleses.”.
Se colocássemos os verbos destacados no plural,
conservando o mesmo tempo verbal e fazendo as adaptações necessárias, a frase
ficaria assim:
(A) “- Na verdade,
percebíamos que há várias áfricas. Nós conhecíamos apenas algumas delas. No
Egito, víamos as pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conhecíamos os
animais selvagens e as lutas contra os ingleses.”
(B) “- Na verdade,
percebemos que há várias áfricas. Nós conhecemos apenas algumas delas. No
Egito, vimos as pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conhecemos os
animais selvagens e as lutas contra os ingleses.”
(C) “- Na verdade,
percebêramos que há várias áfricas. Nós conhecêramos apenas algumas delas. No
Egito, víamos as pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conhecêramos os
animais selvagens e as lutas contra os ingleses.”.
(D) “- Na verdade,
perceberam que há várias áfricas. Eles conheceram apenas algumas delas. No
Egito, viram as pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conheceram os
animais selvagens e as lutas contra os ingleses.”
(E) “- Na verdade,
percebestes que há várias áfricas. Vós conhecestes apenas algumas delas. No
Egito, vistes as pirâmides e a influência árabe. No Quênia, conhecestes os
animais selvagens e as lutas contra os ingleses.”
4. Leia as frases abaixo
e, em seguida, identifique a alternativa correta, considerando a distinção (diferença)
de um fato e de uma opinião relativa a cada passagem.
I- “Já estava
chegando o final do ano e a gente teria que voltar para o Brasil.” → fato
II- “A Suzana e a
mãe dela foram jantar em casa e eu resolvi fazer uma surpresa.” → opinião III-
“A Maria concordou e fomos juntas para a cozinha.” → fato
IV- “O jantar foi
maravilhoso!” → opinião
V- “Na chegada ao Rio de Janeiro, fomos recebidos pelo
meu pai e pela minha avó.” → opinião VI- “E senti orgulho, muito orgulho de ser
negra, descendente de africanos” → fato
(A) Somente I, II e III
estão corretas.
(B) Somente II, III e IV
estão corretas.
(C) Somente III, IV e V
estão corretas.
(D) Somente IV, V e VI estão corretas.
(E) Somente I, III e IV
estão corretas.
5. Leia os trechos abaixo.
I- “Eu peguei na
internet, mas não sei se vai dar certo...” (linha 7)
II- “A Maria logo pegou
o espírito do xinxim.” (linha 9)
A palavra
destacada, nos dois trechos, indica que Maria
(A) em I, copiou a palavra
da internet; enquanto que em II, comeu o xinxim, pois considerou uma comida
muito boa.
(B) em I, tomou conhecimento
da receita; em II, executou o serviço com segurança e com uma grande vontade de
realizá-lo.
(C) em I, entendeu como
fazer a comida e em II, segurou a vasilha que continha o xinxim, pensando em
colocar uma parte do tempero citado anteriormente.
(D) em I, enriqueceu o
vocabulário; enquanto em II, aceitou fazer o trabalho por imposição já que era
brasileira.
(E) em I, envolveu-se em
trabalhar já que nunca tinha feito comida; já em II, contagiou-se em fazer a
comida, porque o pedido foi feito pela amiga.
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