segunda-feira, 30 de março de 2020

APOSTILA DE LITERATURA 211 E 212

ATIVIDADES PARA SEREM ENTREGUES NO RETORNO ÀS AULAS. LEMBRANDO QUE TODAS AS ATIVIDADES TAMBÉM ESTÃO DISPONÍVEIS NO FACEBOOK E NA SALA DE AULA VIRTUAL DO GOOGLE. 


ATIVIDADES ENSINO MÉDIO 
1°ANO 
LITERATURA 
TURMA: ( ) 211  ( ) 212   
ALUNO:  
PROFESSORA BIANCA   
RESUMIR O TEXTO NO CADERNO DE LITERATURA  


ATIVIDADES ENSINO MÉDIO 
1°ANO 
LITERATURA 
TURMA: ( ) 211  ( ) 212   
ALUNO:  
PROFESSORA BIANCA   
RESUMIR O TEXTO NO CADERNO DE LITERATURA  

Denotação 
Também chamada de linguagem denotativa ou literal, a denotação significa o emprego da palavra em seu sentido original, próprio ou preciso, ou seja, livre seu sentido metafórico. Veja alguns exemplos: 
> Vamos jogar futebol. 
> Eu quero almoçar agora. 
> O viaduto estava congestionado.   
A denotação é meramente informativa e, por isso, não explora os sentidos colaterais das palavras. Essa linguagem também não visa gerar no leitor nenhum tipo de emoção. 
Conotação 
A linguagem conotativa, ao contrário da denotação, busca produzir no leitor algum tipo de emoção: riso, paixão, surpresa etc. Na conotação, as palavras vêm investidas de seu sentido metafórico, exemplos: 
> Vamos bater uma bolinha (para “vamos jogar futebol”). 
> Ela é um anjo (para “ela é uma ótima pessoa”). 
> Está chovendo canivetes (para “está chovendo muito”). 
Sendo assim, podemos dizer que a conotação explora o valor semântico das palavras – ou seja, os seus diversos sentidos possíveis – e o faz também por meio de técnicas, em especial as figuras de linguagem. 
“Cortar as asinhas”, metáfora, aqui expressa em seu sentido literal. No sentido conotativo, significa algo como “impor limites”. Figuras de Linguagem ou Tropos 
Um tropo (do grego “trópos”, ‘direção’, ‘giro’, do verbo “trépo”, ‘girar’) é uma figura de linguagem na qual há uma mudança de significado, seja por meio de comparações, associação de ideias ou palavras. Tais alterações seguem estilo e técnicas distintas, veja agora as principais delas. 
METÁFORA: é uma das principais figuras de linguagem. Consiste em relacionar um termo real com um imaginário, entre os quais existe uma relação de semelhança ou analogia. Existem diferentes técnicas no uso da metáfora, perceba como uma mesma metáfora pode ter efeitos diferentes seguindo cada uma delas: 
 Metáfora impura (ou simples): ocorre quando o elemento metafórico e o elemento real estão presentes, o que possibilita a associação direta entre os dois planos (o evocado e o real), exemplo: 
“Amor é fogo que arde sem se ver,” (Luís de Camões)  =>  amor = fogo 
“Seus olhos são estrelas.” (olhos=estrelas) 
 Metáfora Pura: é a metáfora em que o termo real é omitido: 
“As estrelas de sua face.” (Repare como “seus olhos”, termo comparativo real, foi omitido.) 
 Metáfora Aposicional: é a metáfora ligada pela vírgula: 
“Seus olhos, estrelas de sua face.” 
 Metáfora de Complemento Preposicional do Nome: é a metáfora relacionada por uma preposição: 
“Olhos de estrelas.” 
 Metáfora Negativa: é a metáfora baseada no uso de expressões negativas: 
“Não são olhos, são estrelas.” 
 Metáfora Descritiva: é a metáfora apoiada na descrição do elemento real com outros, imaginários: 
Seus olhos (elemento real), estrelas (Imaginário), luzes (Imaginário), distantes (Imaginário) … 
 Metáfora Continuada ou Superposta: é a metáfora que acumula e segmenta os elementos imaginários: 
Há fontes intermináveis em seus olhos, seus olhos são estrelas, as estrelas são águas cristalinas, as águas jorram das fontes. 
CATACRESE: etimologicamente, catacrese (do grego catáchresis), significa erro. A catacrese consiste na mudança de um nome, fazendo-o representar, com base na analogia, um objeto, ou uma parte do objeto, para os quais não existem nomes ou adjetivos próprios. A catacrese aproxima-se da metáfora, e chega mesmo a confundir-se com ela. Exemplos: 
“mão de pilão”; “perna de mesa”; “costas da cadeira” 
HIPÉRBOLE: é uma das figuras de linguagem caracterizadas como figura de pensamento. Consiste em utilizar superlativos e termos exagerados, seja por excesso ou defeito, tais como: “genial”, “fantástico”, “sublime”, “amabilíssimo”, “paupérrimo”, “ignóbil”, etc.; ou mesmo fazer comparações desproporcionais: “Forte como um touro”; “veloz como um foguete”.  A Hipérbole costuma ser associada à metáfora e a comparação: 
“vontade de ferro” => vontade inabalável 
Utilizando a Hipérbole, é possível gerar efeito irônico, exagerando de maneira provocativa e crítica em relação a alguém. Ex: 
“Choro rios de lágrimas pelo azar dos inimigos.” 
“Estou morrendo de medo de sua ameaça.” 
METONÍMIA: junto da metáfora, é uma das figuras de linguagem que mais aparecem nas provas. Na metáfora, o transporte de sentido opera-se por meio de uma semelhança ou analogia. Na metonímia (do grego metonymía = mudança de nome), por sua vez, a transposição de sentido realiza-se através de uma relação de contiguidade. Ou seja, é feita por vincular coisas que não são parecidas, mas que podem relacionar-se por algum outro tipo de relação – causalidade, procedência, interdependência, coexistência, implicação ou sucessão – como: 
O autor pela sua obra: 
http://carlosaraujoilustrador.blogspot.com/2016/06/metonimia.html “ler Camões” => os livros de Luís de Camões. “assistir Kubrick” => os filmes de Stanley Kubrick. 
O símbolo ou sinal pela coisa simbolizada: “a espada, a cruz, os louros” => o exército, a religião cristã. 
“o altar e o trono” => a religião e o poder do rei. 
A divindade em vez do domínio em que exerce as suas funções: 
“amigo de Baco” => ‘amigo do vinho’ 
“gritos de Marte” => ‘gritos da Guerra’ 
O lugar de origem pelo produto, ou vice-versa: 
“fumar um Havana” => ‘fumar um charuto’. “Beba um Porto!” => ‘beba um vinho’ 
O específico pelo genérico e/ou o objetivo pelos meios: 
“Não consegue ganhar o pão” => ‘não consegue arranjar um trabalho.’ 
“ganhar a vida” => ‘conseguir um meios de subsistência’. 
O abstrato pelo concreto: 
“o amor é egoísta” => ‘a pessoa que ama é egoísta’. “A juventude é sonhadora” => ‘os jovens são sonhadores’. 
A matéria pela coisa: 
“o aço” => ‘a espada’ “os bronzes” => ‘os sinos’. 
O instrumento por aquele que o maneja: 
“o baixo acompanhou a banda ” => ‘aquele que toca o contrabaixo’ “O melhor pincel da antiguidade” => ‘o melhor pintor da antiguidade’ 
O continente pelo conteúdo, ou vice-versa: 
“o teatro aplaudiu o artista” => os espectadores aplaudiram o artista; “beber um copo” => beber o líquido contido num copo 
O físico pelo moral: 
“Ela é um grande coração.” => ‘é uma pessoa bondosa. ’ 
“Aquele homem é uma grande cabeça” => ‘ é muito inteligente. ‘ 
O invento pelo inventor: 
“Encontrava-se num dédalo” => (a Dédalo se atribui a invenção do labirinto) =>encontrava-se num labirinto. 
Causa pelo efeito: 
Sou alérgico a cigarro => o cigarro é a causa: a fumaça, o efeito. É possível ter alergia à fumaça, mas não ao cigarro apagado. 
SINÉDOQUE: é uma figura de linguagem que consiste em tomar a parte pelo todo ou o todo pela parte. Exemplo: 
“Não tinha um teto” => o teto então representa a casa inteira. 
Seguindo esse princípio, a Sinédoque também pode designar: 
A capital pelo governo do país: “Washington só está interessada no petróleo do Iraque” => Washington= EUA 
A vestimenta pela pessoa que o usa: “Um vestido vermelho atravessou o salão ” 
Marca pelo produto: Eu adoro um danone. =>Danone é a marca de um iogurte, tão popular que é chega a nomear o próprio produto. O mesmo acontece, por exemplo, com o cotonete, o Bombril e o Nescau. 
A sinédoque é similar à metonímia (de certo modo, uma parte dela) e, às vezes, considerada apenas uma variação desta. 
PERÍFRASE: consiste em exprimir por meio de expressões ou frases completas o que seria possível dizer-se numa só palavra, às vezes é tida como uma variante da metonímia ou da metáfora, podendo surtir também o mesmo efeito do eufemismo: 
“Espero a benção do salvador” => como é popularmente conhecido Jesus Cristo. 
“O Rei do Pop veio ao Brasil para gravar um videoclip.” 
ANTONOMÁSIA: é uma figura compreendida como um tipo de metonímia, em que há substituição do nome de um objeto, entidade, pessoa et., por outro nome, perífrase, ou adjetivo, que faça alusão a uma característica conhecida e capaz de identificar uma qualidade essencial ou conhecida do que ou de quem nomeia: Exemplos: 
Filho de Deus => Jesus Cristo 
Dama de Ferro => Margareth Tatcher 
Rei do Futebol => Pelé 
IRONIA: figura que cuja finalidade é dar a entender o contrário do que se diz. Costuma ser utilizada para zombar de alguém ou de alguma coisa, tecer uma crítica, denúncia ou censura, muitas vezes agressiva. Costuma atrair marcas da oralidade como ponto de exclamação e reticências. Exemplos: 
“Meu marido é um santo. Só me traiu três vezes!” 
“Ah claro, ele é muito sincero…” 
EUFEMISMO: o eufemismo é uma figura que surge como forma de atenuar e suavizar o caráter desagradável, horrível, penoso, grosseiro ou indecoroso, de um julgamento, de uma notícia, opinião, etc. Poderá conter traços de ironia. Exemplos: 
“Entregar a alma ao criador.” (por ‘morrer’) 
“Ele não roubou… Digamos que fez um pequeno desvio!” 
DISFEMISMO: O Disfemismo é precisamente o contrário de eufemismo: em vez de se atenuar uma dura realidade, opta-se por torná-la real ou mesmo cruel: 
“Deixa em paz a criatura. Está começando a esta hora a apodrecer, não a perturbemos.” (Eça de Queirós) 
“Comer capim pela raiz.” 
“Bater as botas.” 
ALEGORIA: Forma de representação indireta em que se emprega uma coisa (ou pessoa, animal, objeto, etc) ou mesmo uma pequena história como signo de outra coisa ou situação exemplar. Produz assim uma virtualização do significado, ou seja, sua expressão procura transmitir sentidos além do literal. Na literatura clássica, o mito da caverna (narrado na República de Platão, Livro VII) é um bom exemplo de alegoria. 
O uso dos recursos que vimos nesta aula é bastante comum não apenas em obras literárias, como também na linguagem corrente. A sua presença enriquece a língua com formas diferentes de observar as coisas. O seu uso pode também agir sobre a argumentação e exposição de temas e assuntos diversos. 









FIGURAS DE LINGUAGEM  
















  




RESUMIR E COPIAR NO CADERNO!!  

Figuras de Linguagem 

Figuras de Linguagem, também chamadas de figuras de estilo, são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná-la mais bonita. Dependendo da sua função, elas são classificadas em: 
 Figuras de palavras ou semânticas: estão associadas ao significado das palavras. Exemplos: metáfora, comparação, metonímia, catacrese, sinestesia e perífrase.  Figuras de pensamento: trabalham com a combinação de ideias e pensamentos. Exemplos: hipérbole, eufemismo, litote, ironia, personificação, antítese, paradoxo, gradação e apóstrofe.  Figuras de sintaxe ou construção: interferem na estrutura gramatical da frase. Exemplos: elipse, zeugma, hipérbato, polissíndeto, assíndeto, anacoluto, pleonasmo, silepse e anáfora.  Figuras de som ou harmonia: estão associadas à sonoridade das palavras. Exemplos: aliteração, paronomásia, assonância e onomatopeia. 
 Figuras de Palavras Metáfora A metáfora representa uma comparação de palavras com significados diferentes e cujo termo comparativo fica subentendido na frase. 
Exemplo: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.) 
Uso da metáfora em "meu amor é uma caravana de rosas vagando num deserto inefável" 
Comparação Chamada de comparação explícita, ao contrário da metáfora, neste caso são utilizados conectivos de comparação (como, assim, tal qual). 
Exemplo: Seus olhos são como jabuticabas. 
Uso da comparação por meio do conectivo "como": "o amor é como uma flor" e "o amor é como o motor do carro" 
Metonímia A metonímia é a transposição de significados considerando parte pelo todo, autor pela obra. 
Exemplo: Costumava ler Shakespeare. (Costumava ler as obras de Shakespeare.) 
Uso da metonímia que substitui o vocábulo boi por "cabeças de gado" 
Catacrese A catacrese representa o emprego impróprio de uma palavra por não existir outra mais específica. 
Exemplo: Embarcou há pouco no avião. Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como não há um termo específico para o avião, embarcar é o utilizado. 
O uso da expressão "bala perdida" é utilizada por não ter outra mais específica 
Sinestesia A sinestesia acontece pela associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes. 
Exemplo: Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da namorada. A frieza está associada ao tato e não à visão. 
Na tirinha, a expressão "olhar frio" é um exemplo de sinestesia 
Perífrase A perífrase, também chamada de antonomásia, é a substituição de uma ou mais palavras por outra que a identifique. 
Exemplo: O rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é ouvido a uma distância de 8 quilômetros.) 
Na charge acima, a "Terra da Garoa" substitui "cidade de São Paulo" 
Veja também: Figuras de Palavras Figuras de Pensamento Hipérbole A hipérbole corresponde ao exagero intencional na expressão. 
Exemplo: Quase morri de estudar. 
A expressão "morrendo de inveja" é uma hipérbole 
Eufemismo O eufemismo é utilizado para suavizar o discurso. 
Exemplo: Entregou a alma a Deus. Acima, a frase informa a morte de alguém. 
Na charge acima, a explicação de fofoqueira é usada para suavizar o discurso 
Litote O litote representa uma forma de suavizar uma ideia. Neste sentido, assemelha-se ao eufemismo, bem como é a oposição da hipérbole. 
Exemplo: — Não é que sejam más companhias… — disse o filho à mãe. 
Pelo discurso, percebemos que apesar de as suas companhias não serem más, também não são boas. 
No exemplo acima, nota-se o uso do litote por meio da expressão "acho que você deveria aperfeiçoar essa técnica" 
Ironia A ironia é a representação do contrário daquilo que se afirma. 
Exemplo: É tão inteligente que não acerta nada. 
Nota-se o uso da ironia, uma vez que o personagem está zangado com a pessoa e utilizou o termo "inteligente" de maneira irônica 
Veja também: Diferença entre Sarcasmo e Ironia 
Personificação A personificação ou prosopopeia é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos aos seres irracionais. 
Exemplo: O jardim olhava as crianças sem dizer nada. 
A personificação é expressa na última parte do quadrinho onde o Zé Lelé afirma que o espelho está olhando ele. Assim, utilizou-se uma caraterística dos seres vivos (olhar) em um ser inanimado (o espelho). 
Antítese A antítese é o uso de termos que têm sentidos opostos. 
Exemplo: Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz. 
Uso da antítese expressa pelos termos que têm sentidos opostos: positivo, negativo; mal, bem; paz e guerra 
Paradoxo O paradoxo representa o uso de ideias que têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como no caso da antítese). 
Exemplo: Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom. Como é possível alguém estar cego e ver? 
Uso do paradoxo pelas ideias com sentidos opostos realçada pelos termos que explicam a "certeza": relativa e absoluta 
Gradação A gradação é a apresentação de ideias que progridem de forma crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax). 
Exemplo: Inicialmente calma, depois apenas controlada, até o ponto de total nervosismo. No exemplo acima, acompanhamos a progressão da tranquilidade até o nervosismo. 
Na tirinha, o personagem foi explicando de forma crescente a ideia 
Apóstrofe A apóstrofe é a interpelação feita com ênfase. 
Exemplo: Ó céus, é preciso chover mais? 
Notamos a ênfase na segunda parte da tirinha com o uso dos pontos de exclamação e interrogação: "Ai meu Deus!!! Ele vai me matar" O que faço!? É o fim!" 
Veja também: Figuras de Pensamento Figuras de Sintaxe Elipse A elipse é a omissão de uma palavra que se identifica de forma fácil. 
Exemplo: Tomara você me entenda. (Tomara que você me entenda.) 
Na segunda imagem do quadrinho, notamos o uso da elipse: "depois (ele começou) a comer sanduíches entre as refeições..." 
Zeugma A zeugma é a omissão de uma palavra pelo fato de ela já ter sido usada antes. 
Exemplo: Fiz a introdução, ele a conclusão. (Fiz a introdução, ele fez a conclusão.) 
A zeugma é utilizada na segunda e terceira parte dos quadrinhos: "(você é) um descongestionante nasal para o meu nariz"; (você é) um antiácido para meu estômago!" 
Hipérbato O hipérbato é a alteração da ordem direta da oração. 
Exemplo: São como uns anjos os seus alunos. (Os seus alunos são como uns anjos.) 
A ordem direta do nosso hino é "Das margens plácidas do Ipiranga ouviram um brado retumbante de um povo heroico" 
Polissíndeto O polissíndeto é o uso repetido de conectivos. 
Exemplo: As crianças falavam e cantavam e riam felizes. 
Uso do polissíndeto pela repetição do conectivo "se for" 
Assíndeto O assíndeto representa a omissão de conectivos, sendo o contrário do polissíndeto. 
Exemplo: Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios. 


Veja também: Conectivos 
Anacoluto o anacoluto é a mudança repentina na estrutura da frase. 
Exemplo: Eu, parece que estou ficando zonzo. (Parece que eu estou ficando zonzo.) 

Pleonasmo Pleonasmo é a repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o significado. 
Exemplo: A mim me parece que isso está errado. (Parece-me que isto está errado.) 
No tirinha acima, o "saia para fora" é um pleonasmo, uma vez que o verbo "sair" já significa "para fora" 
Silepse A silepse é a concordância com o que se entende e não com o que está implícito. Ela é classificada em: silepse de gênero, de número e de pessoa. 
Exemplos:  Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero: Vivemos na bonita e agitada cidade de São Paulo.)  A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto. (silepse de número: A maioria dos clientes ficou insatisfeita com o produto.)  Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste caso concordância com nós, em vez de eles: Todos terminaram os exercícios.) 
Uso da silepse de pessoa em "mais da metade da população mundial somos crianças" e "as crianças, vamos ter o mundo nas mãos" 
Anáfora A anáfora é a repetição de uma ou mais palavras de forma regular. 
Exemplo: Se você sair, se você ficar, se você quiser esperar. Se você “qualquer coisa”, eu estarei aqui sempre para você. 
Uso da anáfora pela repetição do termo 
"falta" 
Veja também: Figuras de Sintaxe Figuras de Som Aliteração A aliteração é a repetição de sons consonantais. 
Exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma. 
Uso da aliteração em "O rato roeu a roupa do rei de Roma" 
Paronomásia Paronomásia é a repetição de palavras cujos sons são parecidos. 
Exemplo: O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a donzela. (cavaleiro = homem que anda a cavalo, cavalheiro = homem gentil) 
Uso da paronomásia por meio dos termos que possuem sons parecidos: "grama" e "grana" 
Assonância A assonância é a repetição de sons vocálicos. 
Exemplo: "O que o vago e incógnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa) 
Na tirinha acima, o uso da assonância é expresso pela repetição das vogais "a" em: "massa", "salga", "amassa" 
Onomatopeia Onomatopeia é a inserção de palavras no discurso que imitam sons. 
Exemplo: Não aguento o tic-tac desse relógio. 
No primeiro e último quadrinho temos o uso da onomatopeia com "Bum, Bum, Bum" e "Buááá...; Buááá...". O primeiro expressa o som do tambor, e o segundo, o choro do cebolinha 
Veja também: Figuras de Som Resumo das Figuras de Linguagem Confira na tabela abaixo o que diferencia cada uma das figuras de linguagem, bem como cada um dos seus tipos. 
Figuras de Palavras ou semânticas 
Figuras de Pensamento 
Figuras de Sintaxe ou construção 
Figuras de Som ou harmonia 
Produzem maior expressividade à comunicação através das palavras. 
Produzem maior expressividade à comunicação através da combinação de ideias e pensamentos. 
Produzem maior expressividade à comunicação através da inversão, repetição ou omissão dos termos na construção das frases. 
Produzem maior expressividade à comunicação através da sonoridade. 
 metáfora  comparação  metonímia  catacrese  sinestesia  perífrase ou antonomásia 
 hipérbole  eufemismo  litote  ironia  personificação ou prosopopeia  antítese  paradoxo ou oxímoro  gradação ou clímax  apóstrofe 
 elipse  pleonasmo  zeugma  hipérbato  silepse  polissíndeto  assíndeto  anacoluto  anáfora 
 aliteração  paronomásia  assonância  onomatopeia 




Fonte: Toda Matéria  
1. (UFPB) I. "À custa de muitos trabalhos, de muitas fadigas, e sobretudo de muita paciência..." II. "... se se queria que estivesse sério, desatava a rir..." III. "... parece que uma mola oculta o impelia..." IV. "... e isto (...) dava em resultado a mais refinada má-criação que se pode imaginar." Quanto às figuras de linguagem, há neles, respectivamente, 
a) gradação, antítese, comparação e hipérbole b) hipérbole, paradoxo, metáfora e gradação c) hipérbole, antítese, comparação e paradoxo d) gradação, antítese, metáfora e hipérbole e) gradação, paradoxo, comparação e hipérbole Ver Resposta 
2. (UFF) TEXTO 
Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. 
Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição 
A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. 
Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas. 
(ASSIS, Machado fr. Quincas Borba. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira/INL, 1976.) 
Assinale dentre as alternativas abaixo, aquela em que o uso da vírgula marca a supressão (elipse) do verbo: 
a) Ao vencido, ódio ou compaixão, ao vencedor, as batatas. b) A paz, nesse caso, é a destruição (…) c) Daí a alegria da vitória, os hinos, as aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. 
d) (…) mas, rigorosamente, não há morte (…) e) Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se (…) Ver Resposta 
3. (UFPA) Tecendo a manhã Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão. (MELO, João Cabral de. In: Poesias Completas. Rio de Janeiro, José Olympio, 1979) 
Nos versos 
“E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo…” tem-se exemplo de a) eufemismo b) antítese c) aliteração d) silepse e) sinestesia Ver Resposta 
4. (FUVEST) A catacrese, figura que se observa na frase “Montou o cavalo no burro bravo”, ocorre em: a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo. b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura. c) Apressadamente, todos embarcaram no trem. d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal. e) Amanheceu, a luz tem cheiro. Ver Resposta 
5. (FEI) Assinalar a alternativa correta, com relação às figuras de linguagem, presentes nos fragmentos a seguir: I. “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste.” II. “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.” 
III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.” IV. “Isaac a vinte passos, divisando a vulto de um, para, ergue a mão em viseira, firma os olhos.” a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma Ver Resposta 
6. (USF-SP) Leia estes versos: “As ondas amarguradas Encostam a cabeça nas pedras do cais. Até as ondas possuem Uma pedra para descansar a cabeça. Eu na verdade possuo Todas as pedras que há no mundo, Mas não descanso”. 
(Murilo Mendes) 
A figura de linguagem que ocorre nos versos 5 e 6 é: 
a) metáfora b) sinédoque c) hipérbole d) aliteração e) anáfora Ver Resposta 
7. (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a figura de linguagem chamada: a) silepse de pessoa b) elipse c) anacoluto d) hipérbole e) silepse de número Ver Resposta 
8. (UFU) Cada frase abaixo possui uma figura de linguagem. Assinale aquela que não está classificada corretamente: a) O céu vai se tornando roxo e a cidade aos poucos agoniza. (prosopopeia) b) "E ele riu frouxamente um riso sem alegria". (pleonasmo) c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora) d) "Toda vida se tece de mil mortes." (antítese) e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo) Ver Resposta 
9. (VUNESP) No trecho: “…dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo”, a figura de linguagem presente é chamada: a) metáfora b) hipérbole c) hipérbato d) anáfora e) antítese Ver Resposta 
10. (FATEC) "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima: a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes." b) "Nasci na sala do 3° ano." c) "O bonde passa cheio de pernas." d) "O meu amor, paralisado, pula." e) "Não serei o poeta de um mundo caduco." Ver Resposta 
11. (ENEM-2004) Cidade grande 
Que beleza, Montes Claros. Como cresceu Montes Claros. Quanta indústria em Montes Claros. Montes Claros cresceu tanto, ficou urbe tão notória, prima-rica do Rio de Janeiro, que já tem cinco favelas por enquanto, e mais promete. (Carlos Drummond de Andrade) 
Entre os recursos expressivos empregados no texto, destaca-se a 
a) metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem referir-se à própria linguagem. b) intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora outros textos. c) ironia, que consiste em se dizer o contrário do que se pensa, com intenção crítica. d) denotação, caracterizada pelo uso das palavras em seu sentido próprio e objetivo. e) prosopopeia, que consiste em personificar coisas inanimadas, atribuindolhes vida. Ver Resposta 
12. (UFSC 2012) Leia os provérbios (itens A e B) e a citação (item C) abaixo. A. “A palavra é prata, o silêncio é ouro.” B. “Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem.” C. “Há coisas que melhor se dizem calando.” (Machado de Assis) Com base na leitura acima, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S). 
1. Em cada um dos provérbios observa-se um paralelismo sintático, que ajuda a conferir ritmo ao provérbio e favorece sua memorização. 2. No provérbio (A) ocorrem duas metáforas. 4. No provérbio (B) as orações “o que sabem” e “o que dizem” funcionam como adjetivos que caracterizam, respectivamente, os sábios e os tolos. 8. Tanto o item A quanto o item C funcionam como elogios à discrição. 16. A frase de Machado de Assis contém um pleonasmo, porque é um exagero dizer que se pode falar calado. 32. No provérbio (B) temos a figura de linguagem paradoxo, porque é absurdo que os sábios tenham que se calar para que os tolos falem. Ver Resposta 
13. (FAU-Santos) Nos versos: “Bomba atômica que aterra Pomba atônita da paz Pomba tonta, bomba atômica...” 
A repetição de determinados elemento fônicos é um recurso estilístico denominado: 
a) hiperbibasmo b) sinédoque c) metonímia d) aliteração e) metáfora Ver Resposta 
14. (Mackenzie) Nos versos abaixo, uma figura se ergue graças ao conflito de duas visões antagônicas: “Saio do hotel com quatro olhos, - Dois do presente, - Dois do passado.” Esta figura de linguagem recebe o nome de: 
a) metonímia b) catacrese c) hipérbole d) antítese e) hipérbato Ver Resposta 
15. (ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras? a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo) b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopeia) c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número) d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração) e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia). Ver Resposta 
16. (PUC-SP) Nos trechos: "...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major" e "...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem: a) prosopopeia e hipérbole b) hipérbole e metonímia c) perífrase e hipérbole d) metonímia e eufemismo e) metonímia e prosopopeia. Ver Resposta 
17. (CESGRANRIO) Na frase "O fio da ideia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de gradação. Não há gradação em: a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou. b) O avião decolou, ganhou altura e caiu. c) O balão inflou, começou a subir e apagou. d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se. e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu. Ver Resposta 
18. (FUNCAB-ES) As figuras de linguagem são usadas como recursos estilísticos para dar maior valor expressivo à linguagem. No seguinte trecho “Tu és a chuva e eu sou a terra [...]” predomina a figura, denominada: 
a) onomatopeia b) hipérbole c) metáfora d) catacrese e) sinestesia Ver Resposta 
19. (Unicamp 2016) Morro da Babilônia 
À noite, do morro descem vozes que criam o terror (terror urbano, cinquenta por cento de cinema, e o resto que veio de Luanda ou se perdeu na língua Geral). Quando houve revolução, os soldados espalharam no morro, o quartel pegou fogo, eles não voltaram. Alguns, chumbados, morreram. O morro ficou mais encantado. Mas as vozes do morro não são propriamente lúgubres. Há mesmo um cavaquinho bem afinado que domina os ruídos da pedra e da folhagem 
e desce até nós, modesto e recreativo, como uma gentileza do morro. (Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.19.) 
No poema “Morro da Babilônia”, de Carlos Drummond de Andrade, 
a) a menção à cidade do Rio de Janeiro é feita de modo indireto, metonimicamente, pela referência ao Morro da Babilônia. b) o sentimento do mundo é representado pela percepção particular sobre a cidade do Rio de Janeiro, aludida pela metáfora do Morro da Babilônia. c) o tratamento dado ao Morro da Babilônia assemelha-se ao que é dado a uma pessoa, o que caracteriza a figura de estilo denominada paronomásia. d) a referência ao Morro da Babilônia produz, no percurso figurativo do poema, um oxímoro: a relação entre terror e gentileza no espaço urbano. Ver Resposta 
20. (Insper 2013) POÇAS D’ÁGUA 
As poças d´água são um mundo mágico Um céu quebrado no chão Onde em vez de tristes estrelas Brilham os letreiros de gás Néon. (Mario Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo, Globo, 1994.) 
Levando-se em conta o texto como um todo, é correto afirmar que a metáfora presente no primeiro verso se justifica porque as poças 
a) estimulam a imaginação. b) permitem ver as estrelas. c) são iluminadas pelo Néon. d) se opõem à tristeza das estrelas. e) revelam a realidade como espelhos. Ver Resposta 
21. (IFPE-2016) Responda à questão com base na tirinha abaixo. 

O humor da tirinha foi conferido, sobretudo, pela não compreensão por parte da personagem Chico Bento da figura de linguagem utilizada por seu interlocutor. A essa referida figura de linguagem dá-se o nome de 
a) anáfora b) metonímia c) perífrase d) hipérbole e) aliteração Ver Resposta 
22. (UERJ-2014) A namorada 
Havia um muro alto entre nossas casas. 1Difícil de mandar recado para ela. Não havia e-mail. 2O pai era uma onça. A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão E pinchava a pedra no quintal da casa dela. Se a namorada respondesse pela mesma pedra Era uma glória! Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira E então era agonia. No tempo do onça era assim. (Manoel de Barros Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.) O pai era uma onça (ref. 2). Nesse verso, a palavra onça está empregada em um sentido que se define como: 
a) enfático b) antitético c) metafórico d) metonímico Ver Resposta 
23. (FGV-2001) Assinale a alternativa que indica a correta sequência das figuras encontradas nas frases abaixo. O bom rapaz buscava, no fim do dia, negociar com os traficantes de drogas. Naquele dia, o presidente entregou a alma a Deus. Os operários sofriam, naquela mina, pelo frio em julho e pelo calor em dezembro. A população deste bairro corre grande risco de ser soterrada por esta montanha de lixo. A neve convidava os turistas que, receosos, a olhavam de longe. a) Ironia, eufemismo, antítese, hipérbole, prosopopeia b) Reticências, retificação, gradação, apóstrofe, ironia c) Antítese, hipérbole, personificação, ironia, eufemismo 
d) Gradação, apóstrofe, personificação, reticências, retificação e) Ironia, eufemismo, antítese, apóstrofe, gradação Ver Resposta 
24. (PUC-SP-2007) Em uma grande concessionária de São Paulo leu-se a seguinte chamada: “Queima total de seminovos”. A mesma estratégia foi utilizada em uma chamada de um grande hipermercado, em que se podia ler: “Grande queima de colchões”. Acerca dos sentidos criados por essas chamadas, é apropriado afirmar que a) em ambas há uma utilização da linguagem em seu sentido estritamente literal. b) apenas em uma delas a linguagem foi utilizada em seu sentido estritamente literal. c) em ambas o sentido é metafórico e é apreendido pela associação com o contexto. d) em ambas o sentido é metafórico e é apreendido apenas pelas regras gramaticais. e) em ambas o sentido é metafórico e não pode ser apreendido porque é incoerente. Ver Resposta 
25. (Vunesp-Ilha Solteira-2001) Texto 1 Gregório de Matos 
Goza, goza da flor da mocidade, que o tempo trata a toda ligeireza e imprime em toda flor a sua pisada. Ó não aguardes, que a madura idade te converta essa flor, essa beleza, em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada. Texto 2 Basílio da Gama 
Pois se sabes que a tua formosura Por força há de sofrer da idade os danos, Por que me negas hoje esta ventura? Guarda para seu tempo os desenganos, Gozemo-nos agora, enquanto dura, Já que dura tão pouco a flor dos anos. A expressão latina carpe diem, que significa “aproveite o dia (presente)”, foi uma constante nos dois períodos literários representados pelos poemas de Gregório de Matos e Basílio da Gama. 
a) Transcreva, de cada um dos poemas, um verso em que a ideia do carpe diem esteja explicitamente apresentada. b) Que metáfora é comum aos dois poemas? 

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